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Neurotoxicidade

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Há estudos que relacionam a depressão e a demência, no entanto, não está bem estabelecida a influência que a toma de antidepressivos tem na patogenia da demência. 

 

Estudos demonstram, ainda, que a desregulação dos astrócitos afeta o SNC e, consequentemente, provoca doenças neurodegenerativas. 

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Os astrócitos têm como principais funções, no sistema nervoso central, a manutenção da homeostasia do ambiente extracelular, o metabolismo neuronal, a microarquitetura cerebral e a regulação de neurotransmissores.

Efeito da Paroxetina na viabilidade dos astrócitos

Verificou-se que o tratamento com 20 μM de Paroxetina, reduziu consideravelmente a viabilidade dos astrócitos.

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Estudos demonstraram um aumento da morte celular e também mudanças a nível morfológico.

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Efeito da paroxetina nos níveis de cálcio intracelulares

Os níveis de cálcio intracelulares nos astrócitos foram aumentando com o tratamento com Paroxetina. Verificou-se, ainda, que 3h e 6h após o tratamento com o fármaco continuaram a aumentar.

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O aumento dos níveis de cálcio mostrou, então, ser dependente da dose de paroxetina, e apesar de este ser fundamental para a sinalização astrocítica, poderá estar associado ao início da morte celular programada de neurónios e de astrócitos.

Quantificação do cálcio intracelular usando Fluo-4

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Efeito da paroxetina nos níveis de cálcio intracelulares

As mitocôndrias têm um papel muito importante como organelo que armazena o cálcio e tem um papel importante na ativação da apoptose.

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Verificou-se que após 3h de tratamento com paroxetina ocorre uma hiperpolarização mitocondrial; às 6h e 12h ocorre uma diminuição do potencial da membrana; às 24h ocorre o colapso do potencial da membrana.

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Quantificado o  ATP,  3, 6, 12 e 24 horas após o tratamento, com diferentes concentrações de paroxetina, verifica-se uma  redução na produção de ATP, o que comprova os danos na mitocôndria.

Esquema da apoptose nos astrócitos induzida pela Paroxetina.png
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O colapso do potencial de membrana  mitocondrial leva à ativação da caspase-3 e da PARP e, consequentemente, à apoptose. Assim, conclui-se que a paroxetina induz sinalização apoptótica e, desta forma, morte celular nos astrócitos.

Referências bibliográficas:

[1] Then, C. K., Liu, K. H., Liao, M. H., Chung, K. H., Wang, J. Y., & Shen, S. C. (2017). Antidepressants, sertraline and paroxetine, increase calcium influx and induce mitochondrial damage-mediated apoptosis of astrocytes. Oncotarget, 8(70), 115490–115502. https://doi.org/10.18632/oncotarget.23302

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano letivo 2021/2022 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

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@2022 by Bárbara Oliveira | Leonor Reis | Sara Gonçalves

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