Teratogenicidade
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A depressão é uma complicação comum, existente tanto ao longo da gravidez como no período pós-parto.

Estudos epidemiológicos comprovaram um aumento do risco de malformações congénitas, principalmente cardiovasculares, como por exemplo, defeito no septo ventricular, quando é utilizada a Paroxetina como antidepressivo ao longo do primeiro trimestre da gravidez.
Para além disso, o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém nascido pode aumentar, quando é utilizada Paroxetina durante a gravidez, principalmente no terceiro trimestre.

Também está associado ao uso de ISRS durante a gravidez um risco acrescido de hemorragia pós-parto.

Assim, com base nas reações adversas da Paroxetina, a FDA colocou a Paroxetina na categoria D, devido ao seu risco de teratogenicidade. Logo, é apenas aconselhável a toma da Paroxetina pela grávida em situações que justifiquem o seu uso, caso contrário deve-se considerar a interrupção do fármaco, ou então, a sua troca.


Categorias de gravidez da FDA
No entanto, deve-se ter em atenção que a interrupção abrupta da Paroxetina pode levar a uma recaída por parte da grávida e a um agravamento da depressão.
Referências bibliográficas:
[1] Becker, Madeleine; Weinberger, Tal; Chandy, Ann; Schmukler, Sarah (2016). Depression During Pregnancy and Postpartum. Current Psychiatry Reports, 18(3), 32–. doi:10.1007/s11920-016-0664-7
[2] Infarmed | Resumo das Características do Medicamento: Seroxat 20mg comprimidos revestidos por película.
[3] Drugs.com | Paroxetine Pregnancy and Breastfeeding Warnings. Disponível em: https://www.drugs.com/pregnancy/paroxetine.html